Papel Reciclado

"O essencial é
invisível aos olhos,
só se vê bem
com o coração."

Saint Exupéry


"Cumpra bem seu
papel nesta vida."

Yara Corrêa Picardo
(minha irmã)



Obras de
Diva Buss
Obras de
Alunos
Tipos de
cursos



Diva confeccionando
papel à maneira oriental
em 1984


Meus olhos vêem este mundo vegetal maravilhoso que nos cerca e minhas mãos transformam esta emoção viva que se expressa através do processo de criação e da arte. A Natureza é a fonte de inspiração e a grande provedora de matéria-prima: resíduos que reciclo e que adquirem nova existência. O tempo não consome a idéia. Redescobre e transforma. Multiplica-se em sementes que geram e crescem na TERRA SEM FIM. A essência permanece, se alonga em estágios que criam e recriam sem nunca parar.

Diva Elena Buss


Apreciação da obra da artista por críticos de arte


Amilcar de Castro
"Foi minha aluna. Faz experiências e descobre papéis. Usa a cor e cria paisagens lunares. É perseverante. Trabalha firme. É bom prestar atenção para ver o que vai acontecer. Tenho certeza da vitória."

(Artista Plástico e Professor de Artes/MG)

Catálogo ArtePapelArte/Belo Horizonte/MG - 1981

Darcy Ribeiro
"Acredite meu bem que eu gostei imenso de ver como você se levou nas águas lustradas de mel dos Kadiwéu."

(Etnólogo e Escritor)

Belo Horizonte/MG - 1981
Moacyr Laterza
"As mãos crianças investigam o dentro do brinquedo. As de Diva Elena consultam as entranhas da natureza. Não bastam à artista as formas da epiderme do mundo. Ela busca mais fundo o princípio da germinação. Almeja alcançar a formatividade da natureza: gênese, geração. Trespassando as aparências consagradas, apropria-se, então, da poiesis natural, tomando-a artificiosamente como a matriz de seu próprio gesto poético."

(Professor de Filosofia e Estética da Arte/MG)

Catálogo Galeria Documenta/São Paulo/SP - 1981
Alberto Beuttenmüller
"Diva Elena Buss concentra-se no binômio arte-ciência. Arte, porque seu trabalho é criatividade e conhecimento do ser; ciência porque aprendizado do ser em mutação, do germinar da terra: além de produzir sua obra, ela cria também o papel, matéria de seu doce lirismo, de sua tentativa maior de desvendar a arte, transformá-la, transgredi-la."

(Crítico de Arte/SP)

Revista Visão - 1981
Luís Ernesto Kawall
"Com essa arte fantástica, ancestral e indígena, pois é toda inspirada na cultura espontânea, Diva Elena Buss segue, assim, sua linha anterior na arte brasileira, como intérprete arquetípica e sensitiva do naturalismo."

(Crítico de Arte/SP)

Catálogo Tatudonaterra/Galeria Gamela/João Pessoa/PB - 1989
Jacob Klintowitz
"Quase podemos tocar estes passos de Diva Elena Buss. Nós a vemos examinar a natureza, observar as plantas, recolher para as suas simples retortas as que lhe parecem mais belas, transformar em polpa estes vegetais, peneirar, criar este símbolo do homem, o papel e, finalmente, com este papel que é seu, elaborar novas formas. É um rito. Estes passos que são sempre diferentes e que se repetem, são um caminhar do espírito, um percurso da alma em direção ao fazer. Estes movimentos são o circuito propiciatório para uma determinada disposição. Pois o rito serve ao mito. E o mito que Diva Elena Buss repete e serve é o cosmogônico, o rito e o mito da criação."

(Crítico de Arte/SP)

Catálogo MASP - 1984

Paulo Klein
"Permutar matérias seu ofício em outras belas matérias, combinando plantas em sedas em sedosos papéis de ver ou mesmo papéis de ser. Atriz dos assuntos magos Diva Elena invade com seu séquito de raízes, grãos, folhas, formas naturais, o paraíso perdido dos homens"

(Escritor e Crítico de Arte/SP)

Texto 'Papéis Principais'
Exposição MASP - 1984

Bené
Fonteles
"Nasce daí o trabalho de uma das mais importantes artesãs brasileiras, de uma artista, que usando técnicas milenares, consegue efeitos fortes dentro de uma linguagem contemporânea -- descobrindo na simplicidade e ao mesmo tempo na complexidade da natureza, uma fonte recriável e inesgotável de beleza. Diva sai por aí como uma sacerdotisa pelo Brasil ensinando seu ofício e sua doçura, o fazer pelas mãos leves e a cabeça mágica, o papel da arte em papel. Fica nesta experiência, portanto um exemplo de amorosidade na carência dos tempos que se anunciam cheios de egoísmo. A arte ainda é uma das poucas linguagens de aprendizado e espiritualização para aqueles que querem viver a vida com amor e aprender muito mais com esta eterna mensagem. Entre lucidez e loucura, vive Diva a sua obra importantíssima, pelos recursos humanos, sentimentais e materiais, tão disponíveis a cada um, pronto a revolver e revolucionar seu universo."

(Artista Plástico/MT)

Catálogo Papel aos Homens de Boa Vontade/ Museu de Arte e Cultura Popular - UFMT/ Cuiabá/MT - 1982
Liliane Oraggio
"Conheci o urucum numa meia-noite de fevereiro. Não pelas mãos de um índio, não chegando às plagas brasileiras. Mas, sim, pelas mãos da Maga do apartamento em frente. Ela não dispunha de caldeirões ou poções, mas colecionava fibras num baú esquisito. Um tesouso que guardava a natureza seca e cheirosa. O que ela fazia, vim a saber depois de ter achado a porta bonita e o perfume gostoso. Escrevi em sulferino que eram bem vindos os vinhos novos. Ela manipulava as fibras. Buscava, colhia, batia até ficar mingau, até ficar papel. Papel de todos os tipos: de bananeira e de seda pura dos lencinhos da avó alemã. Tons e texturas no compasso dos sentimentos das árvores e da arte e energia de quem os macera. A maga dos papéis era Diva. Uma noite me apresentou frutas. Um creme gelado de cupuaçú e umas bolinhas vermelhas que são mania em Belém do Pará. Nada que combine com a Frigidaire mas, tudo isso veio viver e criar raízes no sexto andar, de um predinho insignificante, nos altos da cidade. Diva tinha morado aqui há 10 anos e quando voltou já tinha andado por tudo. Partido pra Europa em aventura. Conversado com índios e caiçaras. Delirado com as cirandas e os folclores. Visto a cor de muitos céus e dobrado muitas esquinas cheias de segredo. Sempre amassando as fibras. O seu próprio papel. Por aí descobriu rápido a diferença entre os cultos e os sábios. Decorou a casa aos poucos, voltando lentamente de uma longa viagem, terminando um ciclo. Sempre uma rosa em cima da mesa, florinhas amarelas do lado da porta e o telefone original da adolescência, onde gastou horas pendurada. As mãos em movimento. A cabeça assentando nas coisas simples. Simples aqui. Simples agora. Estar. Fazendo papel com as mãos, concentrando a energia na brincadeira de manipular a Natureza. O exercício de tocar a vida, colhê-la e conhecer cada pequeno detalhe da textura e da cor. E aí gravar por cima as mensagens integrais: um bom dia, ou um poema. Notas musicais, ou paisagens ou lamentos. Ilustrando, pelas próprias mãos, a cada dia, o nosso papel artesanal.

(Jornalista/SP)

São Paulo, 19.3.87 - Meia-noite - 3a./4a. feira.
Elisabeth Leone
"Para Diva Buss, o papel é o próprio elemento expressivo. Ela mesma o confecciona, o tinge com pigmentos naturais de nossa terra e o transforma em fonte inesgotável de formas e sugestões. Postura ecológica que ela resgata, acreditando na linguagem hermética da natureza. Utilizando a tecnologia como meio, ela cria, intervém e recria."

(Coordenadora de Artes da UNICID/SP)

Catálogo O papel do papel - Arte na Universidade UNICID/São Paulo - 1999

Editorial Esquel
Patagônia

"Manos de voluntad detrás del papel artesanal. Diva Elena Buss, no podía pasar por Esquel sin plantar una semilla. Es profesora de arte tiempo completo. Y al final de su recorrido por Argentina, les enseñó a reciclar papel a los chicos que asistem al Programa Social y Cultural La Casita, en el barrio Sargento Cabral. Profesora de arte, Master en Papel Artesanal y reconocida artista en Brasil, se dedica a dar cursos a lo largo de su país y en el extranjero."

(Suplemento Ñirantal)

El Oeste - El diario de la Cordillera/ Esquel/ Argentina - 2000

Paulo Klein

"Diva Elena Buss é uma artista integral, diria até, orgânica da mais ampla acepção da palavra. Quando a conheci na década de 70, Diva Buss já era uma cidadã com todas as letras, reivindicava as aberturas necessárias naquele regime ditatorial e, bastante pioneiramente, gritava em defesa de nossas reservas naturais, florestais e humanas. Esse seu mérito que, sozinho, já mereceria um troféu ímpar. Espécie de Tomie Ohtake do papel artesanal, pé no chão como Amélia Toledo, mas filósofa da Terra como Frans Krajcberg, Diva é mesmo, como seu nome diz, uma diva de nossas artes. Continua produzindo incansavelmente e através da internet (www.
comofazerpapel.
com.br) difunde seu trabalho aos quatro cantos do planeta, transmitindo a quem se interessar possa os princípios da arte papeleira. Claro que não será a oportunidade de se conhecer, como se deveria, a obra desta artista particular, que transitou das fibras naturais aos processos tecnológicos de ponta com tamanha naturalidade e consciência."

(Escritor e Crítico de Arte/SP)

Exposição PnoB - Canto Madalena/São Paulo - 2003

















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