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Papel artesanal no século XIX

A primeira fábrica de papel no Brasil entre 1809 e 1810 no Andaraí Pequeno (Rio de Janeiro), foi construída por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva, industriais portugueses transferidos para o Brasil. Deve ter começado a funcionar entre 181O e 1811, e pretendia trabalhar com fibra vegetal. Outra fábrica aparece no Rio de Janeiro, montada por André Gaillard em 1837 e logo em seguida em 1841, tem início a de Zeferino Ferraz, instalada na freguesia do Engenho Velho. O português Moreira de Sá proclama a precedência da descoberta do papel de pasta de madeira como estudo de seu laboratório, e produto de sua fábrica num soneto de sua autoria, dedicado aos príncipes D. João e Dona Carlota Joaquina impresso na primeira amostra assim fabricado.


"A química e os desejos trabalharam

não debalde, senhor, que o fruto é este

outras nações a tanto não chegaram."


A vinda de Moreira de Sá ao Brasil coincide com as experiências de Frei Velozo em 1809 quando produziu o papel de imbira e experimentava seu fabrico com outras plantas.



Século XX: Como tudo começou


Presto aqui uma homenagem à Marlene Trindade, Artista e Professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, que criou no ano de 1980 o Atelier de Artes da Fibra, onde demos início à pesquisa do papel artesanal no Brasil. Participaram deste Atelier, que teve a duração de um semestre, Diva Elena Buss, Joice Saturnino, Nícia Mafra, e Paulo Campos. Com o incentivo de Marlene fomos desvendando os mistérios do papel a partir de uma apostila por ela elaborada. Terminado o semestre, cada um deu continuidade à sua própria pesquisa; trocávamos então, idéias sobre nossas novas conquistas. Em 1981, fiz a primeira exposição de papéis artesanais produzidos no Brasil, na Galeria Otto Cirne em Belo Horizonte/MG, e no fim deste mesmo ano mostrei meus trabalhos na Galeria Documenta em São Paulo/SP. Marlene preparou novo curso para o Festival de Inverno de Diamantina/MG, que gerou novos papeleiros. A semente que ela plantou, germinou, cresceu, e deu muitos frutos. A partir deste novo começo, não mais parou-se de pesquisar e produzir papel artesanal no Brasil. Ministrei meu primeiro curso de papel artesanal em janeiro de 1982 no Núcleo de Arte Contemporânea de João Pessoa/PB, dando continuidade até os dias atuais.



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